Miopia

Entenda as principais causas, sintomas e tratamentos da miopia.

O que é miopia

A miopia ocular, ou visão de curta distância, é a dificuldade de enxergar “de longe" devido a um erro de refração que ocorre no olho, dando a impressão de uma visão embaçada.

Isso acontece porque o processo de enxergarmos é, na verdade, o processo de formação da imagem na retina, que ocorre imediatamente após o feixe de luz atravessar o globo ocular. Quando esse feixe de lux sofre um desvio nesse caminho, provocado pela anatomia diferenciada do olho, a imagem formada na retina é imperfeita, causando a sensação de estar “embaçada”.

Portanto, a miopia está diretamente relacionada ao formato diferenciado do olho.

Tipos de miopia

A miopia é sempre designada como tal, mas pode ser causada por dois fatores: pelo indivíduo ter um globo ocular mais alongado ou pela córnea ser muito curva.

Quando o olho é ou fica mais longo do que o normal, e quanto mais alongado o seu formato, maior o grau de miopia. O comprimento normal do olho humano é de 23mm, e conforme ele vai se tornando mais longo do que isso, o grau de miopia vai aumentando.

Quanto mais o olho se estica, mais a retina, que reveste o interior do olho se torna mais fina. Sintomas como rachaduras, desenvolvimento anormal de vasos sanguíneos sub-retinianos e sangramento podem aparecer.

Miopia é grave?

A miopia é um problema de visão muito comum. Segundo estimativa do Ministério da Saúde, a miopia afeta 35 milhões de brasileiros e, segundo a OMS, até 2020, a miopia já terá atingido 50% da população mundial, tendo sua maior incidência em países asiáticos, em particular.

A miopia não causa outros problemas de saúde além da dificuldade de enxergar à distância. O que acontece é que cada pessoa tem a sua própria evolução do grau de miopia que, se não estabilizado, continua a progredir até graus elevadíssimos que, cada vez mais, dificultam a visão.

Nessas situações, o médico oftalmologista pode indicar o uso de lentes diferenciadas para adequar a visão ou até mesmo uma cirurgia. Mas mesmo após a cirurgia, é possível que a miopia continue a progredir.

CID da miopia

O Código Internacional de Doenças (CID10) para miopia é H52.1.

Possíveis complicações da miopia

De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, 75% dos casos de cegueira seriam evitáveis, sendo suas principais causas a catarata, o glaucoma, e a degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Porém, erros refrativos não corrigidos, como a miopia, o astigmatismo e a hipermetropia também aparecem como responsáveis pelo comprometimento da visão, pois podem chegar a graus tão altos que comprometem totalmente a visão.

Mesmo na infância e adolescência, é importante descobrir logo se crianças e jovens têm miopia para não prejudicar seu aprendizado escolar, com a dificuldade de enxergar objetos ao longe, como o quadro e outras leituras distantes. Quanto mais cedo começar a correção da visão, mais retardado será o avanço do grau conforme os anos.

Sintomas da miopia

Quem tem miopia sente dificuldades de enxergar, nitidamente, cenários e objetos que estejam longe da vista, desde a uma distância maior do que a da leitura de um livro, por exemplo, até o horizonte de uma avenida ou paisagem.

A sensação é que esses objetos e paisagens distantes ficam embaçados, desfocados, e a pessoa tem dificuldade de distinguir os detalhes. Dependendo do grau de miopia, que varia de acordo com o comprimento do olho, pode ser difícil distinguir o rosto de uma pessoa do outro lado de uma sala ou do outro lado da rua, por exemplo.

Além da dificuldade de enxergar, a miopia pode causar outros incômodos como dor de cabeça, enjôos (associados à dor de cabeça), desconforto visual, lacrimejamento, fotofobia e até mesmo dor nos olhos. As dores de cabeça e os enjôos aparecem, principalmente, quando a pessoa que tem miopia e ainda não usa óculos fica “apertando” os olhos para tentar enxergar melhor à distância.

A miopia faz com que as pessoas tenham a impressão de enxergar melhor os objetos à distância quando apertam os olhos, mas isso realmente é só impressão e não as faz enxergarem melhor, de fato.

Causas da miopia

Hereditariedade

O principal fator para o desenvolvimento da miopia é hereditariedade. Ou seja, quem tem pai e/ou mãe com miopia, tem probabilidade de também desenvolver a patologia, assim como de “transmiti-la” a seus filhos. Nesses casos de miopias com causas hereditárias, infelizmente, não há o que se fazer para evitar que outras pessoas da mesma família a desenvolvam.

Uso excessivo de tecnologias

Muitos avós dizem, até hoje, que "assistir por muito tempo à televisão faz mal aos olhos". Bem, eles não estão totalmente errados.

Apesar de os dispositivos que mais costumamos usar - smartphones, tablets, TVs - não emitirem nenhuma radiação, a distância com que mantemos nossos olhos afastados de suas telas influenciam bastante na possibilidade de desenvolvermos miopia.

E isso é especialmente válido para crianças e pré-adolescentes, pois estão expostos desde pouca idade a esses aparelhos.

Ultimamente, muitos médicos têm relacionado o desenvolvimento precoce da miopia em crianças devido ao uso excessivo de aparelhos eletrônicos com tela, como smartphones, computadores e tablets.

Isso porque, ao passar muito tempo usando esses aparelhos a pequena distância, a visão passa a priorizar objetos mais próximos, e o que está longe começa a parecer embaçado.

Como as crianças podem não perceber que estão com dificuldades para enxergar, é importante que os pais as monitorem sempre, não apenas em relação à sua saúde ocular, mas também monitorando seu comportamento e controlando o uso desses aparelhos para a prevenção da miopia e outras doenças da visão.

Consulte um médico para receber orientação.

Muito tempo de telas está associado à epidemia de miopia entre jovens

A Sociedade Brasileira de Oftalmologia aponta que 8 milhões de crianças sofrem com problemas oculares causados pelo exagero no uso de algumas tecnologias. O uso excessivo desses aparelhos por crianças está associado não apenas ao desenvolvimento precoce de miopia, mas também a outros problemas de saúde como sedentarismo e obesidade.

Por isso, os pais não devem esperar que seus filhos comecem a se queixar de problemas de visão para levar-los ao oftalmologista. É imprescindível incluir consultas periódicas com este profissional para acompanhar a saúde ocular dos pequenos e tratar, precocemente, qualquer problema identificado.

Baixa exposição à luz solar na infância

Um apontamento, feito por um estudo australiano, liga o desenvolvimento de miopia à baixa exposição de crianças à luz solar. O estudo examinou os padrões de exposição diária à luz solar de crianças de idades semelhantes de duas regiões geográficas, Austrália e Singapura, conhecidas por exibirem diferenças na prevalência de miopia.

O conhecimento sobre esses padrões de exposição à luz pode ajudar na criação de intervenções externas, incluindo programas escolares, para aumentar o tempo de atividades externas das populações.

Se associarmos a ideia de que, cada vez menos, as crianças passam tempo fora de casa e, cada vez mais cedo iniciam o uso de aparelhos eletrônicos (às vezes ultrapassando 2h de uso diário), podemos ter uma melhor compreensão sobre o aumento da incidência de miopia em crianças.

Dicas para reduzir as chances das crianças desenvolverem miopia precocemente:

Fatores de risco para miopia

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia diz que 75% dos casos de cegueira seriam evitáveis, tendo como principais causas as cataratas, o glaucoma e a degeneração macular relacionada à idade (DMRI).

Porém, os erros refrativos não corrigidos, como miopia, astigmatismo e hipermetropia também aparecem como co-responsáveis, pois podem chegar a graus tão elevados que comprometem 100% da visão.

De fato, altos graus de miopia aumentam significativamente o risco de problemas de saúde ocular maiores, como lacrimejamento da retina (21 vezes maior), glaucoma (40 vezes) ou catarata (seis vezes).

Um olho que fica míope fica mais longo. O alongamento é proporcional ao aumento da miopia. Quanto mais o olho se estica, mais a retina, que reveste o interior do olho, se torna mais fina. Sintomas como rachaduras, desenvolvimento anormal de vasos sanguíneos sub-retinianos e sangramento podem aparecer.

Além disso, é importante acompanhar a saúde ocular de crianças e adolescentes porque, além da própria dificuldade de enxergar ao longe, a miopia nessa fase da vida pode prejudicar o aprendizado, com a dificuldade de visualizar o quadro e outras leituras no ambiente escolar.

Como diagnosticar miopia

Consulta com o oftalmologista

Na consulta com o oftalmologista, informe se você tem tido dificuldades de enxergar o que está longe e se, na sua família, há pessoas que têm miopia. Como a genética tem alta influência sobre a incidência da miopia, é importante que o médico possa identificar esses possíveis fatores genéticos.

Quando a pessoa se queixa de problemas para enxergar de longe ou de perto ao oftalmologista, ele realiza alguns exames, no consultório mesmo (e sem custo adicional à consulta), para verificar a estrutura do olho e o grau de acuidade visual. Este último é o mais conhecido de todos, e apesar de ter um nome pouco memorável: o exame optótico de Snellen (ou a escala optométrico de Snellen, a tabela de Snellen):

Estabilização da miopia

Muitos casos de miopia, especialmente os desenvolvidos bem cedo, na infância, tendem a estabilizar-se entre os 18 e 21 anos.

Tratamento para miopia

Miopia tem cura?

A miopia ainda não tem cura comprovada.

O objetivo do tratamento da miopia é reduzir a taxa de progressão da dioptria, mas acima de tudo retardar o alongamento do olho. Se, obviamente, não podemos brincar com a genética, é imperativo influenciar a epigenética e, portanto, o ambiente em que a criança evolui.

Portanto, o uso de qualquer mídia eletrônica antes dos dois anos de idade deve ser evitado, mesmo que seja apenas por alguns minutos. Um limite de uma hora por dia deve ser a regra para aqueles entre dois e cinco anos de idade e a ênfase deve ser colocada em sites educacionais ou aplicativos que promovam interações entre pais e filhos.

A correção óptica deve ser escolhida com o objetivo de retardar a progressão. Em casos raros, óculos com lentes anti-miopia podem ser prescritos. Eles fornecem uma taxa de desaceleração de cerca de 30%. As lentes de contato especializadas costumam ser preferidas e oferecem controle que varia de 50% a 80%.

Felizmente, a medicina avança a passos largos com o auxílio de pesquisas e, recentemente, cientistas israelenses descobriram a possibilidade do uso de um colírio para curar a miopia, ainda não testado em humanos.

Óculos para miopia

Não tem jeito: o óculos é o aliado mais prático de quem tem miopia. A confecção dos óculos é, geralmente, mais barata do que a confecção de lentes de contato, além de ter manutenção mais simples - só passar um paninho limpo nas lentes ou, no máximo, lavar os óculos com água e sabão neutro para remover as sujeiras mais aderentes.

Os óculos já são tão comuns para tratar problemas de visão, não apenas a miopia, que passaram a ser um elemento de moda e estilo, com armações criadas por designers famosos e que chegam a custar o preço de um carro popular.

Quem usa óculos enxerga muito melhor com ele, afinal, ele corrige os problemas de refração que os olhos possam ter. E não é preciso se preocupar com aquele mito de que os olhos “viciam” nos óculos: o que acontece é que nós enxergamos tão bem com eles que nos acostumamos ao seu uso, e não queremos mais viver sem eles.

Quanto usamos os óculos por bastante tempo ao longo do dia, praticamente esquecemos que temos miopia ou qualquer outro problema de visão, e assim que os tiramos, percebemos o contraste da vida com e sem óculos. Mas isso não significa que os olhos viciam.

Outro mito associado ao uso de óculos é que, quanto mais tempo se usa, mais o grau da miopia aumenta. Isso também não procede, e é comprovado que a miopia aumenta por fatores hereditários (se alguém da família já tem grau alto de miopia) e também comportamentais, quando abusamos do tempo passado em frente às telas de computadores, tablets e celulares.

O uso dos óculos não apenas não é prejudicial de forma alguma como também é fundamental para a melhor qualidade de vida de quem tem miopia, pois é a forma mais acessível e prática de voltar a enxergar o mundo como ele é.

É normal sentir algum desconforto nos primeiros dias de uso de um novo óculos, quer seja por quem nunca usou óculos antes ou mesmo por quem já os usava e precisou fazer uma alteração de grau. Até os olhos acostumarem com a visão proporcionada pelas novas lentes, depois de tanto tempo enxergando de outra maneira, pode demorar uns dias, e nesse processo pode-se ter dores de cabeça leves e náuseas, relacionadas à dor de cabeça e ao novo modo de enxergar. Tudo isso é passageiro.

Há pessoas, porém, que toleram viver sem óculos ou lentes de contato quanto têm até 1 grau de miopia, que pode não incomodar tanto. Mas tudo depende do estilo de vida que a pessoa leva e da necessidade que a visão de longo alcance tem em seu dia-a-dia. Um motorista, por exemplo, não pode se abster de ter uma visão excelente para não sofrer e causar acidentes. Já pessoas que fazem, essencialmente, trabalhos manuais, podem ser mais tolerantes a certos graus de miopia porque eles não interferem na visão de perto.

Lentes de contato para miopia

Quem acha que usar óculos é desconfortável, pode recorrer às lentes de contato para corrigir a visão com miopia. As lentes de contato podem ser uma boa solução também para ocasiões especiais em que não se deseja usar óculos, como eventos sociais, férias com banhos de bar e piscina, shows e outros.

Porém, as lentes de contato exigem ainda mais cuidados, da compra à manutenção periódica. Existem lentes de contato para miopia que são vendidas em óticas e lojas especializadas e que são descartáveis, mas elas são como uma roupa de tamanho único: podem não se adaptar adequadamente ao olho do indivíduo porque cada pessoa tem uma curvatura específica de córnea, e essas lentes descartáveis vendidas em lojas têm curvatura única.

Quem prefere optar pelas lentes de contato para miopia, precisa procurar um médico oftalmologista e informá-lo sobre esse desejo. O médico, então, realizará alguns exames para verificar, além do grau e curvatura da córnea do paciente, se existem outros fatores que podem ser até impeditivos para o uso de lentes de contato.

Geralmente, o oftalmologista encomenda, a um fabricante especializado, o desenvolvimento de lentes de contato com as especificações exclusivas para seu paciente, pois cada pessoa tem necessidades diferentes de lentes de contato para miopia.

O custo das lentes de contato para miopia encomendadas com o oftalmologista, geralmente, têm custo similar às lentes descartáveis vendidas em lojas, então vale a pena marcar uma consulta e não correr o risco de prejudicar a saúde dos olhos.

É importante lembrar que tanto os óculos quanto as lentes de contato não curam, tratam e nem estabilizam o grau de miopia, eles são apenas artifícios usados para ajudar a enxergar melhor.

Cirurgia de miopia

A cirurgia de miopia é uma das possibilidades de tratamento que, por um tempo, pode até “zerar” o grau de miopia do indivíduo, mas se o grau não estiver estabilizado, ele continua a progredir mesmo após a cirurgia.

Na maioria dos casos, as cirurgias de miopia são feitas à laser usando uma das duas técnicas existentes: LASIK e PRK.

O objetivo da cirurgia à laser para miopia, qualquer que seja o tipo (LASIK ou PRK) é “esculpir” a córnea para corrigir a refração da luz no olho.

Quem deve determinar o melhor método para a cirurgia de miopia de um paciente é o próprio médico oftalmologista, depois da pessoa demonstrar o interesse pela cirurgia. Após realizar alguns exames, o médico deve chegar à conclusão do melhor tipo de cirurgia considerando a estrutura do olho, o grau, a estabilização e outras características do paciente.

Cirurgia LASIK

A cirurgia LASIK é muito rápida, não necessita de internação antes ou após a cirurgia, é realizada em até 10 minutos (considerando ambos os olhos) e o paciente é liberado no mesmo dia, podendo retomar suas atividades normais de 1 a 3 dias após a cirurgia.

Na cirurgia LASIK, a mais conhecida e mais realizada, o laser corta uma “tampinha” da superfície do globo ocular mas não a remove por completo, criando uma abertura como a de uma porta. Essa abertura é chamada de flap. O laser, então, opera a córnea e depois fecha o flap.

O paciente sai da clínica com uma espécie de tampão plástico transparente, com alguns orifícios para “respiro”, que cobre toda a área do olho operado, como se fossem as áreas de lentes de um óculos sem hastes laterais e sem a ponte central. O paciente fica com esse tampão durante alguns dias apenas para proteger os olhos de partículas de poeira e, principalmente, das mãos, que durante o sono podem querer coçar ou mexer nos olhos.

Imediatamente após a conclusão da cirurgia, o paciente já consegue enxergar o seu redor com muito mais nitidez do que antes, e a visão tende a ficar mais confortável conforme o tempo pós operatório.

Cirurgia PRK

Já a cirurgia PRK remove uma fina camada de células epiteliais do olho e, assim que a córnea é exposta, o laser atua para corrigir a refração. Geralmente, a PRK é indicada para pessoas que têm a córnea com espessura muito fina, o que inviabiliza o corte feito no método LASIK.

A cirurgia PRK é mais delicada e complexa que a LASIK porque faz um modificação mais intensa na córnea, o que vai requerer cuidados pós-operatórios mais delicados.

Apesar de ter realização rápida como a LASIK, a PRK precisa que o paciente retorne à clínica após uns dias da cirurgia. Isso porque um dos processos da PRK é aplicação de uma lente especial para proteção do olho enquanto se recupera, e após uma semana, mais ou menos, o paciente volta para retirar essa lente.

O pós operatório da cirurgia PRK é mais delicado do que o do método LASIK porque, entre outros cuidados específicos para proteger a estrutura do olho até sua plena recuperação, é preciso evitar a incidência solar na córnea por até 1 ano após a cirurgia.

SMILE

Alguns hospitais e centros de tratamento oftalmológicos já trabalham com o que chamam de terceira geração de evolução tecnológica da cirurgia refrativa à laser, chamada de SMILE, em operação comercial desde 2011.

Ela é realizada num aparelho chamado VisuMax e é considerada a sucessora da cirurgia LASIK, sem a necessidade de abrir a “porta” na superfície ocular (o flap) e sem remover o epitélio, como na PRK.

O diferencial da cirurgia SMILE é uma operação ainda menos invasiva e de recuperação ainda mais rápida, indicada especialmente para pacientes que praticam atividades esportivas e não querem se ausentar por muito tempo.

Além disso, a SMILE pode ser realizada em pacientes com altos graus de miopia que, muitas vezes, são contraindicados para LASIK, e reduz sensivelmente a incidência da síndrome do olho seco no pós operatório.

Avanços no tratamento da miopia

A medicina avança a passos largos em várias áreas de atuação, e a saúde dos olhos é uma delas. Prova disso é a nova e revolucionária possibilidade de tratamento para a miopia que está em fase de testes:

Colírio para Miopia

O oftalmologista Dr. David Smadja é líder de um grupo israelense de pesquisas que chegou a uma fórmula de colírio capaz de tratar tanto a miopia quanto presbiopia com o uso de nanopartículas em sua composição.

Eles conduzem uma ação de fundraising para arrecadar cerca de 1 milhão de dólares para passar a testar o colírio em seres humanos em 2020. Até o momento, o colírio para miopia desenvolvido por sua equipe foi testado apenas em animais, tendo corrigido com sucesso a miopia e presbiopia em porcos.

A ideia é que cheguem a uma fórmula do colírio que possa ser vendida à população mundial com custo semelhante a das demais opções que já existem no mercado para ajudar a enxergar melhor, como os óculos e lentes de contato.

O tempo de uso do colírio seria estabelecido conforme a curvatura da córnea do indivíduo, que poderia usar um aplicativo de smartphone para “medi-la” e, então, saber as doses e o tempo de uso necessários do colírio.

Prevenção da miopia

Exceto o fator hereditário, que não permite mudanças para prevenir o desenvolvimento de miopia, nosso estilo de vida tem influenciado muito a alta incidência de miopia, de crianças a adultos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2050 metade da população mundial terá miopia. Parte dessa incidência não é hereditária, mas tem a ver com o novo estilo de vida da população, cada vez mais ligada e próxima a aparelhos eletrônicos e menos exposta à luz solar.

Nos Estados Unidos, por exemplo, 40% da população tem miopia. O número de casos dobrou de 1972 a 2004 e continua a crescer numa proporção que qualifica esse fenômeno como epidemia.

Já na Europa, a miopia prevalece em 42.2% dos adultos com idade entre 25 e 29 anos, quase o dobro da prevalência em adultos de 55 a 59 anos. Isso sugere que há uma real questão de saúde pública rondando o mundo, especificamente as pessoas jovens.

Alimentos que previnem a miopia

Não há bases científicas que comprovem que a ingestão de determinados alimentos auxiliem no controle, tratamento ou prevenção das doenças oculares, incluindo a miopia.

Você, certamente, já deve ter ouvido que “cenoura faz bem para os olhos”. Bem, isso é parcialmente verdade. Que cenoura faz bem saúde, ninguém duvida, assim como outros legumes e vegetais. A cenoura, particular, é rica em betacaroteno, um carotenóide que se converte em vitamina A.

A falta de vitamina A no organismo pode causar diversos problemas de saúde, inclusive a cegueira noturna (nictalopia), que é dificuldade de enxergar em ambientes com pouca luz. Isso porque a vitamina A é também conhecida como retinol e, como o próprio nome já diz, remete à saúde da retina dos olhos.

É a falta do retinol que faz com que as pessoas com nictalopia não consigam distinguir o contraste entre luz e escuridaão. A nictalopia, porém, não tem relação com a miopia, astigmatismo o hipermetropia, que são patologias relacionadas à estrutura física do olho.

Então, é fato que a cenoura, assim como quaisquer outros alimentos ricos em vitamina A como a couve, o espinafre ou até mesmo a alface, são importantes para a nossa saúde, mas apenas o consumo desses alimentos não garante uma vida livre de problemas de visão como a miopia.

Convivendo com a miopia

Quem já foi diagnosticado com miopia por um oftalmologista deve ter recebido a recomendação de manter consultas periódicas para avaliar a evolução ou involução de seu grau de miopia.

Anualmente, é recomendado consultar-se com o oftalmologista e fazer os exames de rotina, que geralmente são realizados no próprio consultório de maneira rápida e totalmente indolor, quando não há a presença de outra patologia que cause incômodo.

Os incômodos causados pela miopia ocorrem, basicamente, na falta do uso dos aparelhos de correção, como os óculos ou as lentes de contato. Sem eles, fica difícil enxergar de longe, o que prejudica atividades como assistir à TV, assistir a filmes no cinema, dirigir, enxergar placas de rua, pessoas e veículos à distância e muitas outras.

Quem acha incômodo permanecer deitado de óculos no sofá ou na cama, para assistir à TV, por exemplo, pode usar almofadas mais anatômicas que não “amassam” as hastes dos óculos contra as têmporas, como as almofadas em formato de rolinho.

Já as lentes de contato pedem uma manutenção mais delicada, e quando elas incomodam nos olhos pode ser sinal de que algo não está bem: a lente pode ter sido colocada ao contrário (o lado que deveria ser convexo foi aplicado como o côncavo), trocada (a lente de um olho foi colocada no outro, quando há diferença de graus entre eles) ou a qualidade da lente pode estar comprometida. Em qualquer desses casos, é preciso retirar as lentes e suspender seu uso.

Realizando as consultas periódicas, o oftalmologista vai acompanhando a evolução do grau de miopia e solicitando alteração de suas lentes (tanto dos óculos quanto das lentes de contato) para que você enxergue com mais conforto e precisão. Se, em determinado momento, o grau chega a certo ponto que lhe incomode muito, você pode consultar seu médico para verificar se a cirurgia de correção da miopia é indicada para você.

Fontes de consulta e estudos sobre miopia